Por ser domingo, dia santo (e este ainda mais santo que os outros), ficou-se em casa, com quem se ama
Por ser domingo, dia talhado por excelência, para a visualização de filmes.
Em "la piel que habito" temos suspense sombrio, verdadeiramente perturbador. Não deixa de ser um filme típico de Almodóvar, visto revisitar as questões centrais da sua cinematografia, solidão, obsessões, traição, identidade sexual e morte, mas percebe-se que se aventura noutros campos e se reinventa.
Um Frankenstein moderno, a beber da ficção científica, do terror e do noir. Um filme com vértices agudos e gente moralmente ambígua, que costura a preceito os cambiantes da vingança.
Apesar de excessivamente revoltante e da experiência visceral que nos deixa a martelar na cabeça "para que é que isto está a acontecer?" ou "porque é que eu preciso assistir a isto?", é um excelente filme, com uma narrativa expectante e cativante.

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