... ministras que não se contêm... ministras que choram... soa a estranho quando a farsa é demasiado televisiva... Provavelmente a senhora ministra já havia defendido no passado algo contrário ao que ficou decidido na conjuntura atual... Provavelmente, entre amigos, já tinha criticado estas medidas. Provavelmente imaginou-se velha, a trabalhar, sem força para mexer o cappuccino pela manhã. Quem sabe se conseguiu imaginar os filhos ou os netos na mesma situação...
Problema de político: Como e quando gastar o dinheiro da minha reforma se tenho de esperar (agora) mais tempo para a ter?
Pois quando passa a ser figura principal neste teatro, portadora do bisturi que corta o tecido social, deixando manchas de sangue alastrar por mais anos de velhice, a vergonha instala-se e rompe os canais do olhar óbvio e parado; olhando sempre de cima para baixo sobra "a pena".
Gente que chora na televisão... Qual a diferença entre o choro dos "caxineiros" e o choro de um político? Ambos na televisão; uns choram verticalmente; outros mantêm-se na horizontal.
Os jornalistas que acompanharam o caso também se comoveram, do mesmo modo que se comovem sempre que no Verão os incêndios engolem as vidas dos outros. Choram com água, com fogo... Choram com ar (?) de quem chora. Choram sem terra...
Gente que chora na televisão. Carlos Cruz chorou na televisão. Parece que terá um novo programa brevemente e certamente não vai começar com um monólogo saltitão. É gente séria. Também a ministra é gente séria, à semelhança dos nossos, dos que por cá andam.
Quem manda não chora; se chora é porque é fraco; se é fraco é humano; e quem manda não é humano.
Imagine-se Mota Soares chorar de arrependimento por andar no bólide caríssimo (mas solidariamente social)... Que sempre defendeu os pobres, os fracos e os desfavorecidos. Referência que até lhe proporcionou um convite para segurar a pasta que detém, hoje. Também podia chorar de saudade da "vespa", e segurar a pasta dos transportes (ou dos insectos com riscas amarelas e pretas).
Imagine-se Jardim a chorar quando anunciou um buraco gigantesco (que entretanto se eclipsou e já não existe) [entenda-se não existência o facto de não piscar nos telejornais]. Choraria de espanto?
Imagine-se, ainda, Sócrates, Coelho, Relvas ou Silva... Chorarem quando falam "de nós". O Gaspar ninguém consegue imaginar... Robots não choram.
É isso, os robots não choram... Se choram têm vírus ou má composição de hardware.
Teresa Guilherme também chora na televisão e mostra todo o seu humanismo aquando das expulsões dos "programas de realidade"... Mas não é humana. Nem robot. E por dinheiro qualquer alma chora: pela falta e pelo excesso.
Euromilhões de lucro dilatam os olhos. Euromilhões de dívida vergam as costas.
"Quem não chora não mama".
O que é tudo isto tem a ver com o resgate (financeiro, marítimo, dos valores)? Amanhã já ninguém fala nisto.
Os jornalistas que acompanharam o caso também se comoveram, do mesmo modo que se comovem sempre que no Verão os incêndios engolem as vidas dos outros. Choram com água, com fogo... Choram com ar (?) de quem chora. Choram sem terra...
Gente que chora na televisão. Carlos Cruz chorou na televisão. Parece que terá um novo programa brevemente e certamente não vai começar com um monólogo saltitão. É gente séria. Também a ministra é gente séria, à semelhança dos nossos, dos que por cá andam.
Quem manda não chora; se chora é porque é fraco; se é fraco é humano; e quem manda não é humano.
Imagine-se Mota Soares chorar de arrependimento por andar no bólide caríssimo (mas solidariamente social)... Que sempre defendeu os pobres, os fracos e os desfavorecidos. Referência que até lhe proporcionou um convite para segurar a pasta que detém, hoje. Também podia chorar de saudade da "vespa", e segurar a pasta dos transportes (ou dos insectos com riscas amarelas e pretas).
Imagine-se Jardim a chorar quando anunciou um buraco gigantesco (que entretanto se eclipsou e já não existe) [entenda-se não existência o facto de não piscar nos telejornais]. Choraria de espanto?
Imagine-se, ainda, Sócrates, Coelho, Relvas ou Silva... Chorarem quando falam "de nós". O Gaspar ninguém consegue imaginar... Robots não choram.
É isso, os robots não choram... Se choram têm vírus ou má composição de hardware.
Teresa Guilherme também chora na televisão e mostra todo o seu humanismo aquando das expulsões dos "programas de realidade"... Mas não é humana. Nem robot. E por dinheiro qualquer alma chora: pela falta e pelo excesso.
Euromilhões de lucro dilatam os olhos. Euromilhões de dívida vergam as costas.
"Quem não chora não mama".
O que é tudo isto tem a ver com o resgate (financeiro, marítimo, dos valores)? Amanhã já ninguém fala nisto.
Sem comentários:
Enviar um comentário