Ainda bem que o "relógio dos dias" pára.
Não fosse esse capricho dos ponteiros, esse mero acaso, não se chegava a sentir a perfeição da partilha, na colisão dos corpos, dos sentidos, dos significados.
E lamenta-se o atraso na passagem das horas e dos dias. Porque não cedeu o relógio aos caprichos do cosmos antes de ser inventado?
Inventou-se o amor, nos espaços entre os espaços. Entre cumplicidades e rotas distintas (mais próximas do que se julgava: não se brinca com o cosmos).
O amor nasceu quando o tic-tac desistiu. E agora?
Agora o relógio recomeçou. O tempo já não é o mesmo. Mudou, superou-se. A ampulheta onde nunca vai parar de cair areia é nossa... O tempo dilatou.

... a areia que marca o tempo deixou de ser mera potência do que podia um dia vir a ser. Neste novo pulsar do tempo nasceram possibilidades e existências que se multiplicaram nos "espaços entre os espaços".
ResponderEliminarAinda bem que o tempo dilatou!