quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Dilatação da "mind"

Adivinhe-se, se possível, quantas áreas do cérebro estão "certas" e quantas estão "erradas" no início do jogo...
O que acontece com quem tenta "adivinhar"? Ninguém acerta à primeira...
Passam-se as jogadas todas; as peças que se julgavam certas no sítio errado, estão agora erradas no sítio certo.
E por vezes nem estão, sequer, no sítio. Flutuam.

Mas as peças sabem-se "nele".
Tem vezes, ainda, que as peças nem sequer são peças... são já outras coisas.. são grampos... são dentes... e cada uma, um átomo que combina com tudo e com o esquecimento.

A mancha negra avança e foge-se com medo.
O que acontece com quem tenta "adivinhar"? Menos do que acontece com quem, às sortes, foi adivinhado. E quando?...Quando apareceu o desdobramento do tabuleiro?
No dia em que o mestre da mente foi comprar dinheiro com  2kg de laranjas e veio com 1kg de maçãs verdes de troco. Na loja, embalagens de notas novas enchiam as prateleiras, enquanto moedas de todos os tamanhos adornavam as paredes. O vendedor falava de noites e de sombras, mas não se entendia muito bem o que dizia, como se de outra língua se tratasse. Uma língua infectada por germes, que migravam das notas para a boca e para o tabuleiro... passando-se, pois, as jogadas todas sem jogar; as peças que se julgavam certas no sítio errado, estão agora erradas no sítio certo.
E depois... depois o espelho. O outro lado onde estão as mesmas coisas, mas se vêem outras: ninguém acerta à primeira. O que acontece com quem tenta "adivinhar"?










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